Eu quero ser um pop star.
Viajando para onde.
(...)
É, eu resolvi ir. Com muito custo, mas eu resolvi ir,
não tinha nada pra fazer e me encheram o saco, também tinha muito tempo que eu não ia a lugar nenhum,
entrei no ônibus, fiquei na cadeira da frente, não queria fazer parte da turminha do fundinho, tinha muito idiota, não ia com a cara de nenhum deles, certa hora da viagem começaram a fumar um baseado, queriam ficar chapados, queriam viajar, queriam relaxar, me ofereceram, não quis curtir não, eu queria estar longe daqueles idiotas, não posso estar no mesmo lugar do que eles, não quero compartilhar a mesma viagem, não queria ir pra onde eles iam, porque eram um bando de frascos vazios.
(...)
Texto retirado do livro “ Eu quero ser um pop star” de Igor Campero.
20080517
20080509
martelo esmagou a face
um ranho uma ranhura
o passado a sangria
a moral que sangra
os gritos estão fadados a não serem ouvidos
tão rápido quanto a perfidez da desgraça
tão pérfido quanto a confiança
finge até morrer
finge de morto
a fluidez da desgraça arrebatará a beleza
a fluidez da desgraça arrebatará a vontade
a fluidez da desgraça arrebatará a vontade de ver
olho seco
água na boca
um ranho uma ranhura
o passado a sangria
a moral que sangra
os gritos estão fadados a não serem ouvidos
tão rápido quanto a perfidez da desgraça
tão pérfido quanto a confiança
finge até morrer
finge de morto
a fluidez da desgraça arrebatará a beleza
a fluidez da desgraça arrebatará a vontade
a fluidez da desgraça arrebatará a vontade de ver
olho seco
água na boca
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