20080118

fortificaçoes


Debaixo das tempestades vazias que encharcam o chão do dia-a-dia, pasmo diante da mesmice e da apatia.
Nem sangue nem choro. Nem sinos nem buzinas nem faróis e lanternas.
Nem pessoas. Atenções!



cunho



Ele é o doce infante, todos ouvem suas inusitadas explicações com atenção.
A coroa em sua cabeça não peca em detalhes.
___ A dama fugiu! Diziam os meninos que brincavam na rua e que enxergam a verdade.
___ A sua dama fugiu!

Fugiu em viés.




O ar esta parado.

5 comentários:

Anônimo disse...

Seu texto causa muito desconforto.

É o que eu poderia dizer.

Poderia, (e posso) dizer muito mais...

Não sei porque tb, acho q te conhecendo, tanto pessoalmente, como no caso seu "alter-ego", seja lá o que isso for, vejo q na sua busca pela contradição das coisas, existe tb muitas contradições em vc...

Sem querer te depreciar, "já depreciando né?" mesmo pq eu admiro os textos q vc faz, acho importante escrever essas coisas pq quem demonstra algo tão "exato" deve tb ouvir o outro lado da coisa. E pra começar, o outro lado da coisa é minha opinião.

Acho q vc se encontra um pouco ultrapassado, deveria meter a mão no disco de vinil e experimentar novos barulhos.

Anônimo disse...

Nao é a busca da contradicao, mas sim, a contradiçao em si. Afinal quem não se sente perdido? Ou, quem não esta perdido? Quem nao busca algo? É destas buscas quem materializam a contradicão, e inegavel. No entanto, existe a firmeza, a firmeza da duvida.


(Eu nao escrevi em primeira pessoa porque eu nao sei quem eu sou, e tambem nao sei o que eu busco, e tambem limitadamente o que busco, nao sei se me faz bem(ou sei)sei lá.)

Josh disse...

Mal aventurado a criatura que espera gratidao do homem!

Thiago disse...

tudo é valido. tudo é possível!

Bom samaritano disse...

Com humildade tudo se consegue.